Emissão de Moeda Lastreada por Eliminação da Miséria

Por que poder aquisitivo dos mais pobres, para garantia de sobrevivência, causaria inflação, se houver oferta suficiente de alimentos?

Por que ações assistencialistas para garantir aos miseráveis o pão nosso de nosso de cada dia criaria dependência perpetuadora da miséria, se a natureza humana tem necessidades intrínsecas de autoestima e desenvolvimento? Por que as pessoas haveriam de se perpetuar na miséria se tiverem oportunidades de saúde, educação e de empregabilidade?

 Por que, enfim, medidas e ações necessárias para nos livrar da miséria não podem ser tomadas?

Mesmo depois do precedente aberto pelos países desenvolvidos, com seus “auxílios emergenciais” trilionários, há melhores percepções e entendimentos que neguem a adequabilidade ou que  possam contrapor alternativas às medidas propostas a seguir?

(I) Emissão de moeda diretamente aos  mais pobres, para manter “auxílios emergenciais” e programas de “rendas de subsistência”, sem criar dívida pública, já que ajuda humana solidária não cria dívida. Os cadastros existentes e os mecanismos tecnológicos já praticados garantem a viabilidade  de operacionalização.

(II) Tomar medidas para a existência de estoques reguladores de alimentos, de modo a garantir que parte do que produz nosso Agronegócio permaneça no país, evitando sobre demandas inflacionárias.

E, para que haja chance de se livrar de situações que têm nos condenado a crises socioeconômicas crônicas,  medidas combinadas se fazem necessárias.

(III) Emissão de moeda lastreada por adição de valor e divisas,  para ser “usada para investimentos em infraestrutura e geração de bens duráveis, nas áreas de saúde, educação, habitação popular, desenvolvimento tecnológico, saneamento, transporte, energia e comunicação”, conforme proposto no artigo Moeda Lastreada por Adição de Valor e Divisas¹).

(IV) Além da regulamentação já existente no  mercado de ações, diminuir os percentuais de ações de uma dada empresa negociadas em Bolsa e a liquidez de transações com ações, de modo a haver respeito e comprometimento com as empresas e seus  prazos de funcionamento e adição de valor, conforme proposto  no artigo Tempos de Resposta: Atividades Econômicas Versus Especulação Financeira ².

(V) Garantir acesso a educação de boa qualidade e compatível com a realidade tecnológica atual, conforme colocado no artigo Capacitação Educacional Para Valer Ou Crise Socioeconômica Crônica ³.

Na proposta de emissão para garantir “auxílio emergencial” em crises de miséria como a que se vive, se for considerado o efeito final, se conclui que a quantidade de moeda nova injetada na Economia é da mesma ordem daquela que seria injetada caso os alimentos tivessem sido exportados; a diferença é que esta quantia não gera divisas por conversão cambial. No entanto, é justo e necessário que seja assim, pois não se pode exportar alimentos que são necessários para a população do país.

O papel de democratas progressistas é crucial, quer para encampar e defender a proposta, quer para de forma racional e fundamentada contestar e negar sua validade. A apropriação e exploração indevida da mesma por populistas com projetos autoritários de perpetuação no poder seria desastrosa!!!

¹ Moeda Lastreada por Adição de Valor e Divisas – Atair Rios Neto

² Tempos de Resposta: Atividades Econômicas Versus Especulação Financeira – Atair Rios Neto

³ Capacitação Educacional Para Valer Ou Crise Socioeconômica Crônica – Atair Rios Neto

3 comentários em “Emissão de Moeda Lastreada por Eliminação da Miséria

  1. Para que isto seja realizável, precisaríamos de ter uma população minimamente educada e não manipulada como a nossa (por falsas igrejas neopentecostais e políticos abjetos como os atuais no poder – mas eles representam a maioria da classe média e rica, mesquinha, egoista e burra que não percebe que riquesa traz riquesa e miséria traz miséria). É uma vergonha que este país, com o seu imenso potencial geral, tenha tantos habitantes miseráveis. Todas as vezes que se tentou estas mudanças, sempre vieram os golpes (de estado ou parlamentar). Depois só nos sobra “chorar sobre o leite derramado”. Triste país, o nosso. Belo e espoliado por uma minoria detentora do poder de fato, desumana, para dizer apenas o mínimo.

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  2. Até que enfim chegamos aos pobres, miseráveis, à injustiça social, à concentração de renda do liberalismo, à indústria devastadora e ´autista´ (surda e cega à sociedade que a sustenta). Inclui até a crítica ao agronegócio que só vê longe e não o perto (hipermetropia?). O problema, Atair, é: acho que vão começar a te chamar de comunista, no mínimo socialista, depois desta conversão súbita. Acho que, de bom, teve a mãozinha do grupo do CLE, do Alfredo Pereira etc… O reclamado pelo Pedro Paglione pode ser incluído no seu ítem V: o mínimo educacional pode ser rapidamente alcançado, portanto, incluído nas medidas conjuntas propostas (questões de sobrevivência são apreendidas com facilidade. Isso faz parte do estudo de Paulo Freire; de novo, cuidado com a pecha de socialista!!). Parabéns! Ótimo, melhor ano novo, que já começou mal, com o susto trumpista! Noto que, no ítem II, parece ter que juntar ´sobredemandas´ em uma palavra só

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  3. Acho q uma das grandes causas das desigualdades sociais e da destruicao do meio-ambiente tem relacao com nossa cultura de crescimento. Essa mentalidade ultra capitalista promove uma competicao predatoria q nao tem como ser sustentavel. A direcao nao deveria ser o crescimento mas a equalizacao na distribuicao de riquezas. Nao se pode elevar o poder de consumo dos paises em desenvolvimento sem q se reduza o consumo dos desenvolvidos. Nosso planeta nao comporta.
    Acho q o grande desafio é transformar esta cultura de crescimento desenfreado em uma mentalidade q promova o equilibrio e uma melhor distribuicao de riquezas Acredito q somente assim evitaremos o colapso quer seja devido a conflitos, problemas climaticos ou escassez de recursos basicos.
    Tento fazer minha parte… Em casa tento ensinar as minhas filhas q mais importante q reciclar ou reusar é reduzir. Mostro tb a dura realidade das criancas de paises pobres para sensibiliza-las das injusticas desse mundo. Torço mto para q as criancas tenham um pensamento menos individualista.
    Obrigado pelo artigo!!!

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