Tudo começou quando uma paixão se manifestou…!

No entanto, paixão é só o começo!!!
O empreendimento casamento não deve e não pode ser o resultado de paixões voluntariosas e passageiras, é empreendimento duradouro, é para seres que se complementam, yin e yang!!!
A boa luta pelas estradas da vida a dois é a de superar egos inflados e conflitos de interesse para a vitória do companheirismo, pacifismo e altruísmo contra o egoísmo, machismo, feminismo, modismo, consumismo e outros reducionismos inimigos de projetos de vida em comum!

Entenda-se e perceba-se
A vida a dois só se consolida e sobrevive sustentada por sentido de missão e valores que geram e propiciam efetivação de projetos de vida em comum!!!
A missão é prover efetivaçãode ambiente-suporte para a realização de sexualidade, bem-estar emocional, desenvolvimento, busca de autorealização e ação cidadã, na união de complementação biológica e psicológica de duas pessoas.
Embora a vida a dois seja o resultado egocêntrico da união por compulsão de pessoas levadas pela paixão a efetivar realização sexual e emocional e condições de projetos de vida em comum, como ente da Sociedade a união tem também o papel de adicionar o valor de eficácia de ação cidadã para a Sociedade!!
E vamos que vamos, faça chuva ou faça sol, a estrada é construída palmo a palmo, sem atalhos ou retornos, e só é prazerosa e compensadora se resultar de objetivos e metas de projetos de vida em comum, projetos de yin e yang!!!

“Mais importante do que o que se diz é o que se faz!!!”
Atitudes e comportamentos cruciais para efetivação de consolidação e sobrevivência de uma relação
Solidariedade em ação cúmplice e coesa na realização da complementaridade, como um único ente, isto é, como se yin e yang constituíssem um único ente.
Lealdade, com respeito e suporte mútuo, sem traição à condição de exclusividade do parceiro na relação de complementaridade, enquanto a relação durar.
Paciência, privilegiando a calma como atitude de dar tempo ao tempo para resolver desentendimentos, crises e incompreensões.
Compaixão como atitude que elimina o orgulho e leva à humildade de não menosprezar ou condenar o outro, mas sim de querer entender, para encarar com naturalidade atitudes e comportamentos ou lidar com as mesmas deficiências para se prevenir dos mesmos tropeços.
Companheirismo no cuidar um do outro com atenção, generosidade e apoio.
Tolerância sem rejeição e castração das características e comportamentos intrínsecos do ser complementar.
Desprendimento para se livrar de arestas de egocentrismo e apegos, em benefício da relação de complementaridade.
Os fins almejados de uma relação
Efetivar realização sexual e emocional em relacionamento de complementaridade biológica e psicológica.
Constituir um lar, ambiente-suporte de segurança, conforto e bem-estar.
Efetivar no lar ambiente de paz, harmonia e alegria.
Efetivar amizade-marital.
Constituir ente orgânico da Sociedade e contribuir com trabalho e ações cidadãs para condições de sobrevivência, segurança, bem-estar e progresso.
Causando e justificando os fins
Viver intensamente a fase de paixão e os limites do prazer e realização sexuais.
Explorar e praticar rotineiramente o Kama Sutra.
Viver o amor como o comportamento de tratar e lidar com o companheiro com a atenção, generosidade, honestidade, compaixão e senso de justiça como gostaria de ser também tratado.
Desenvolver no lar uma cultura pautada na (1) Solidariedade; (2) Lealdade; (3) Paciência; (4) Compaixão; (5) Companheirismo; (6) Tolerância; e (7) Desprendimento.
Não agredir nunca a dignidade e autoestima do companheiro ou companheira e, muito menos, desautorizá-lo(a) frente a terceiros ou filhos.
Reconhecer como do próprio interesse ação cidadã de contribuição para solução global e integrada de sobrevivência, segurança e bem-estar na Sociedade, necessária para viabilizar habitat em que se possa também viabilizar condições de sobrevivência, segurança e bem-estar no núcleo-familiar.
Em tempo: Nada de ignorar e afrontar a natureza humana
Só quem sabe ou percebe de nossas humanas necessidades biológicas e emocionais, sabe ou percebe como lidar compassiva e empaticamente com o que deve e pode ser feito para a consolidação e sobrevivência de um relacionamento!!!
É preciso humilde e teimosamente melhorar incessantemente a percepção e entendimento de nossas humanas condições, para se ter chances de consolidação e sobrevivência de um relacionamento!!!
As manifestações de nossa natureza biológica e psicológica nem sempre se rendem à razão. Nunca serão poucas as ocasiões em que se terá que optar por “ter razão ou ser feliz”!!!
E assim sendo, as chances de vida mais leve e com bem-estar não serão obra do destino, mas construção resultante de atitudes, comportamentos e ações do dia a dia!!! E quando tudo parece perdido, só resta mesmo a cama para reacender a paixão, para recomeçar tudo de novo!!!!!!!
Bem, se nem assim se renovar a relação, então só há um caminho, o divórcio e a busca de novos relacionamentos, usando as lições aprendidas, para evitar as mesmas cabeçadas e novos sofrimentos!!!!!!!
Prof. Atair Completando sessenta anos de casados considero seu texto um primor. Parabéns! Acrescentaria apenas que o casamento é um sacramento e como tal recebe bençãos divinas. Abraços Alaide P. Mammana
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Texto maravilhosos. Poucas vezes li uma descrição do relacionamento a dois tão claro e real. Não creio que a geração Z emtenda esta tarefa.
Bjs.,
Gaby
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