Recrutamento e Seleção de um Presidente

Já que há pretensos candidatos no horizonte, melhor ser proativo, melhor prevenir do que remediar. Hora de reafirmar requisitos de  recrutamento de candidatos a presidente para seleção por processo eleitoral.

Os candidatos a presidente da organização complexa que é um país deverão satisfazer necessariamente a requisitos de formação, competência, experiência, atitude e crenças que possibilitem gestão ética e resultados satisfatórios e melhorados para o progresso e boas condições de vida de seus cidadãos.

            Como cabe ao dirigente presidente executivo de uma dada organização, lhe caberá o papel de ação de poder para provocar uma determinada forma de ação e resultados. Como dirigente deverá exercer sua função com poder pessoal, sustentado por: competência em habilidades gerenciais; conhecimento da natureza e propósito da organização; experiência anterior; elevada inteligência emocional e empatia no trato com pessoas; assim como capacidade de estimular e envolver pessoas em ação em equipe. Enfim, o dirigente presidente precisará ter preparo e credibilidade, senso de direção, capacidade de comunicação e liderança.

            No caso de uma organização país há condições e particularidades que exigem competências especiais de seu  presidente. A ação executiva de um presidente é vinculada a executar só conforme estabelecido na lei, com equipes praticamente configuradas de funcionários públicos, assim como sujeição a procedimentos de execução preestabelecidos, com limitações e direcionamentos de despesas, gastos e investimentos. É vinculada também a formação de coligações e negociações com o legislativo. Face a essas condições restritivas, um candidato a presidente necessitará comprovar competência destacada de planejamento e priorização de gastos, bem como de liderança e negociação política.

            Em síntese, para candidatos à presidência se habilitarem a um processo de seleção, deles será exigido satisfazer, pelos menos, os  seguintes requisitos:

  • Ilibada reputação, espírito público e  histórico de competência em liderança; pensamento sistêmico, com concepção e entendimento de abordagem global e integrada;
  • Comprovação de conhecimento ou formação que habilite para a gestão de organizações de grande porte; e
  • Experiência anterior comprovada por carreira  em cargos públicos executivos, pelo menos equivalentes ao de governador estadual, prefeito de grandes metrópoles ou ministro de estado.

Há pretensos candidatos que certamente não se habilitam. Por experiência anterior, por aqui e por outras bandas, sabe-se que eles não se habilitam. Não se habilita um grande e bem sucedido empresário que não tenha também ocupado cargos públicos, já que acostumado a mandar e desmandar, com vivência de liberdade de poder e ação para privilegiar e optar por decisões técnicas, na presidência de um país haverá de lhe faltar traquejo político e paciência para dirigir nas condições restritivas da gestão pública. Não se habilita um destacado jurista, com competência concentrada apenas em interpretar e fazer aplicar leis. Não se  habilita um bem intencionado e famoso animador de auditório, com todo seu magnetismo e capacidade de comunicação. Não se habilita um legislador que careça de conhecimento e experiência de gestão  executiva. Tampouco se habilita um líder sindical com excepcional dom de oratória e convencimento de “companheiros” em reivindicações trabalhistas.

      Os cidadãos eleitores selecionadores estão cientes que não se poderá esperar que os necessários requisitos de seleção de um presidente sejam estabelecidos por legislação. Os políticos nunca haverão de “criar uma pedra mais pesada do que podem carregar”. A solução de seleção estará, pois, no entendimento e ação de cada cidadão. Não há milagre, o  país só terá chance de sair da atual situação de crise crônica de desigualdade social, miséria e violência pelo poder do voto, usado para selecionar presidentes honestos, com conhecimento, experiência e competência de gestão e liderança para dirigir esse nosso Brasilsão! Enfim, sendo “o algoritmo do viver: crenças conforme percepções e entendimentos; atitudes e comportamentos conforme crenças; escolhas e ações conforme atitudes, comportamentos e oportunidades; instâncias e experiências de vida conforme escolhas e ações”, então  há que  se ter cidadãos com percepção e entendimento, para recrutamento e seleção de presidentes habilitados.

2 comentários em “Recrutamento e Seleção de um Presidente

  1. Excelente reflexão que, seguramente, deve ser consenso entre todos aqueles que, de forma racional, querem o bem de todos (e portanto, um país justo em todos os sentidos). Como implemtar um recrutamento dessa qualidade neste nosso Brasil?

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    1. Uma excelente proposta para analisar o “curriculo” dos candidatos a tao importante cargo! Ler e reler este artigo e um bom exercicio de reflexão para nós eleitores deste Brasilsão!!

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