O Vírus é Que Decide: Vacina Contra Covid para Todos Enquanto é Tempo

Simples assim. Com sua capacidade de mutação, com cepas cada vez mais transmissíveis e resistentes a tratamento, ou as versões das vacinas atuais interrompem em tempo a circulação do vírus ou sua capacidade de mutação dizimará boa parte da humanidade.  O vírus não tem preferências geográficas e não respeita status socioeconômico ou de poder. Se ele for deixado em circulação em algum rincão da Terra, ele recupera por mutação seu poder de ataque global a todos os outros rincões, atacando os que porventura já tinham vencido suas versões anteriores.

A questão é de magnitude moral máxima, já que se trata de risco de perda de vidas humanas em proporção nunca vista. É também de ordem econômica, pois as mutações trarão variantes que exigirão sucessivos lockdowns, que inviabilizarão as atividades de produção e comercialização de serviços e produtos.

Portanto, que esteja claro para as farmacêuticas, o momento é o de servir a toda a clientela, com produção e lucros que garantam condições de acesso a países desenvolvidos e, também, aos miseravelmente vítimas das condições de desigualdade socioeconômica. Se assim não for feito, seus negócios não sobreviverão à necessidade de sucessivas atualizações de vacinas para combater, em seus rincões, as novas  cepas do  vírus.

O vírus que decide está dando a oportunidade de conscientização de que está mais do que na hora dos indivíduos usarem seu forte e prevalente instinto de sobrevivência para reconhecer “a necessidade de racionalidade para garantir condições satisfatórias de vida para cada um e todos, no habitat espaço-tempo do mundo material”. O vírus que decide, enfim, está nos sacudindo e dando a oportunidade de desenvolver crença que leve  a atitudes e comportamentos que provoquem emergência de solução sistêmica de sobrevivência, segurança e bem-estar, com orquestração coletiva em que os indivíduos humanos finalmente venham perceber e entender como lidar com o bem coletivo para seu próprio bem  individual. E assim, quem sabe, finalmente se comece a lidar de forma global e integrada com a questão de sustentabilidade ambiental e humana!!!

5 comentários em “O Vírus é Que Decide: Vacina Contra Covid para Todos Enquanto é Tempo

  1. Muito bom seu artigo. Aqui mesmo nos Estados Unidos a vacina não esta indo para os “pobres”. O mesmo problema acontece em vários níveis da sociedade. Imagino os países “pobres” como devem estar necessitando da vacina.

    Curtir

  2. Professor Atair concordo contigo, mas, gostaria de adicionar meu ponto de vista.
    Temos visto ótimos resultados de prevenção e tratamento precoce, em algumas cidades do nosso Brasil e alguns locais no mundo.
    Alguns dizem: é arriscado.
    Nesta vida tudo tem risco, estar vivo é um grande risco.
    As vacinas desenvolvidas as pressas, com toda a razão, também, oferecem risco.
    Creio que as medidas de prevenção devem ser tomadas, evitando o grande volume de pessoas acessando as unidades de saúde e, o tratamento precoce assumido de forma a evitar o recrudescimento da contaminação viral, reduzindo a necessidade de internações.

    Curtir

  3. Caro Altair. Concordo com suas assertivas. Porém, entendo que deveríamos tomar as seguintes atitudes para frear a escalada do vírus: 1- Fechar tudo e manter as pessoas em casa por um mês. 2- Se saírem, pagarão multa elevada e poderão até ser presas. 3- Oferecer condições de sobrevivência a todos que não as tiverem (dinheiro, comida, etc.). 4- Testar, testar e testar. Vacinar, vacinar e vacinar. Araraquara deu o exemplo e, com apenas 15 dias de fechamento, o número de contaminações despencou. Mas, para se fazer isso em todo o Brasil, tem que haver vontade política, coordenação profissional e povo conscientizado. Infelizmente, não temos nenhuma das duas primeiras condições e a terceira só há parcialmente.

    Curtir

  4. Lendo o comentário do Sr. Patelli fiquei estarrecido com tamanho absurdo na incompreensível tentativa de preconizar esta loucura de tratamento precoce (que endeusam a cloroquina e remédios semelhantes) sem nenhuma base científica e já comprovada (e nem precisa, mas a loucura chegou a tal ponto atualmente que esta prova se tornou necessária, mesmo se sabendo que estes remédios não são antivirais). Minha irmã caçula que sofria de artrite reumatóide tomava regularmente cloroquina e pegou covid, falecendo uma semana depois de adquirir a doença, agora no início de maio. Fico ofendido mesmo com esse negacionismo absurdo. Mais de 85% das pessoas que se contagiam com a Covid-19 não apresentam nenhum sintoma (mas podem passar para outros a doença). Portanto, beber água ou cloroquina dá na mesmo. Corrijo-me: água não mata e cloroquina, dependendo da pessoa, mata sim.

    Curtir

Deixar mensagem para Luiz Loureiro Cancelar resposta