Pensando em Voz Alta, Já de Mente Rouca, Clamando e Reclamando por Nosso Brasil

“Pensando bem, no atacado sofre-se uma discriminação estruturada economicamente, que submete países em desenvolvimento, como o Brasil, a condições de escravização socioeconômica crônica.  Está mais do que na hora de buscar a abolição desta escravidão e com independência e coragem eliminar condições que nos submetem a tanta miséria e sofrimento”.  

“É preciso perceber que a especulação financeira praticamente não adiciona valor; ela vive de um círculo vicioso em que os recursos passam de um especulador para outro, sem adicionar valor em produção e nesse círculo vicioso há uma sucção de recursos do país, principalmente pelos especuladores dos países de moeda forte. Essa é a realidade; se não se quebrar esse círculo vicioso, em que os especuladores abusam da sua velocidade de ação muito maior do que a velocidade de resposta das empresas, fica-se na situação em que só a turma da especulação troca de recursos, para ver quem é mais esperto para levar vantagem, enquanto o povão fica chupando dedo”.

Estatais que foram organizadas e bancadas para garantir condições de soberania e segurança nacional não podem entrar no jogo de cartéis internacionais com a tal de paridade de preços com o mercado externo. Não existe isso, as estatais não têm que ter paridade internacional; têm que ter paridade nacional para atender o povo brasileiro. Então é preciso  haver políticas que garantam suprimento para o povo brasileiro, sem prejuízo da prática de preços que garantam lucros que permitam condições de sobrevivência, investimentos e competitividade. Mas é isso, elas não podem embarcar nos cartéis e na especulação internacional, em prejuízo do povo brasileiro; há que se taxar as exportações dessas estatais para que se possa manter preços internos razoáveis”.

“Sem a política e a prática de estoques reguladores, na situação atual do agronegócio e de exportação de comodities para países que têm necessidades sem fim, como  China, os da Europa e do Oriente Médio, não há como garantir atendimento da população brasileira e isso inevitavelmente levará a inflação de oferta, como aliás está acontecendo, não só com alimentos, mas também com produtos tipo comodities de modo geral. Então é essencial que o país exerça sua soberania e garanta segurança nacional com estoques reguladores”.

O país precisa ter independência monetária e através de uma política monetária exercer seu poder de emitir, para investir em infraestrutura, educação, saúde e tecnologia, e garantir desenvolvimento e condições razoáveis de sobrevivência da população; é claro que se se perderá o controle se não houver em paralelo medidas para segurar a inflação, como estoques reguladores e política de preços de comodities e de produtos energéticos; tudo tem que ser conjuminado”.

“As reservas em moedas fortes têm que ser usadas para importação de recursos necessários para movimentar a economia do país, não podem ser usadas para especulação. Assim, as remessas de lucros têm que ser feitas na moeda do país; eles lá fora que deem um jeito de fazer as conversões; mas lá fora, não aqui dentro especulando com nossa moeda e provocando sua desvalorização. Há que se restringir o uso das reservas para importar insumos necessários para o país; mesmo as atividades de turismo têm que ser regulamentadas, com limites para evitar que não se escoem recursos essenciais, em compras no exterior de produtos supérfluos na maior parte dos casos”.

“Está mais do que evidenciado que essa história de deixar a moeda flutuar não  funciona na prática. Isto nos coloca à mercê dos especuladores dos países de moeda forte. Assim sendo, parecer razoável, e essa é uma dúvida, que o valor da moeda deva ser estabelecido por paridade de poder de compra; e que os especuladores estrangeiros que aqui vêm especular deixem aqui as moedas fortes que eles trouxeram para fazer investimentos especulativos e levem seus lucros em reais para lá fora fazer as conversões, sem drenar nossas reservas para seus países; chega de  ser vítimas de especuladores que atuam como bombas de sucção de recursos do nosso trabalho”.

“Como a situação socioeconômica de um país é sistêmica, todas as medidas têm que ser concomitantes; não há como esperar que medidas isoladas tenham efeito sistêmico”.

“É claro que o dito Mercado vai chiar contra as medidas que restrinjam, regularizem sua atuação. O Mercado vai usar seus lobbies e seu poder de ação através da mídia para chiar; então o importante é que os governantes e os políticos não se acovardem e não se assustem, afinal de contas eles têm que responder ao povo, não aos especuladores”.

“Que o Amazônia 1 seja um símbolo de que podemos disciplinada e construtivamente nos livrar dessa escravização socioeconômica”.

Um comentário em “Pensando em Voz Alta, Já de Mente Rouca, Clamando e Reclamando por Nosso Brasil

  1. Prezado Atair, suas reflexões são sempre muito certeiras, pois são lógicas. Porém, o bem comum, como você bem disse, não é do interesse imediatista do chamado “mercado”, que é míope numa visão de futuro. Esse mercado, comandado por pessoas muito ricas, que são quase que 100% egoístas, não se importa e até despreza as injustiças sociais alarmantes neste país tão rico. Um pouco nesta linha de pensamento seu, martelo o Ciro Gomes. Ele nunca terá o mercado ao seu lado e, como não é perfeito, ataca os concorrente na esperança de crescer e vencer a eleição presidencial deste ano. Não se esqueça que o mercado, que comanda a mídia, elegeu o ser mais despreparado, incompetente, psicopata, etc., em 2018. Quem sempre ditou as regras da economia e comanda as maioria dos políticos que se vendem facilmente (o centrão) é o chamado mercado (os poderosos). Admiro muito sua linda esperança no futuro da humanidade; gostaria de poder compartilhá-la.

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