Nascemos e vivemos sob os grilhões das interdependências, das ligações afetivas, de conveniência ou necessidade.
Nascemos com o grilhão da constituição biológica e psicológica; da dependência dos primeiros cuidados recebidos; e das crenças, atitudes e comportamentos dos que nos criam.
Crescemos sob o grilhão de nossas limitações genéticas, inserção e condicionamentos em ambiente econômico, político e cultural.
Vivemos sob o grilhão de condições geopolíticas e ambientais; de sistemas econômicos e de poder.
Nossa sina, nossa inescapável sina. Fatalidade que se tem para viver: instâncias de vida vinculadas e limitadas pelos grilhões que nos atam uns aos outros na vida coletiva.
Os grilhões que nos vinculam na conjuntura de hoje em dia não andam nada satisfatórios. São grilhões de desarranjos ambientais, de guerras e crises socioeconômicas de pobreza e ausência de oportunidades de realização humana para quase todos. Na verdade, grilhões que vinculam infelicidade e sofrimento para todos, já que a natureza sistêmica da vida implica na interdependência de todos. E sendo assim, as minorias com condições de realização material também são afetadas; os grilhões da desorganização social as mantêm acorrentadas ao viver por condições materiais de sobrevivência e segurança, impedindo-as de realização humana.
Que vivências possam valer mais do que discursos informativos e esclarecedores! Que assim seja para que as dependências familiares, comunitárias, nacionais e também mundiais possam levar as pessoas a perceber que estão acorrentadas umas às outras e precisam cooperar para viver. Que assim seja para que as dependências do ambiente para condições de vida humana saudável possam também levar as pessoas a perceber a tarefa coletiva para condições de sustentabilidade na espaçonave Terra.
Que vivências possam valer mais do que discursos informativo e esclarecedores! Que assim seja com as vivências das três crises que abalam o nosso sistema humanidade, quais sejam as da Covid, do Clima e da guerra na Ucrânia. Que assim seja para que se realize o predomínio da percepção e entendimento da ordem sistêmica do Mundo, como organismo único, que integra todas as entidades vivas. Que assim seja para que se realize o predomínio de atitudes e comportamentos que levem a uma orquestração de vida com harmonia coordenada por objetivos eficazes para o bem comum, o bem sistêmico!!!
Visão sistêmica e integrada. É a via que se coloca como A opção viável. Planeta A: a de Água; a de Ar; a de Árvores, a de Animais. Não existe a opção Planeta B. B = quimera.
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Caro Atair, obrigado por compartilhar essas interessantes reflexões. Parabéns por ter uma clara visão da vida.
Abraços,
Paulo Grimaldi
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Belas reflexões! Cumprimentos ao autor. Alaide Pellegrini Mammana
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Bem abordado o tema!
O que precisamos hoje é de mais empatia,família,se cada um fizer um pouco,já ajuda muito!
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Obrigada, Atair, por compartilhar seus textos. Aprendo muito. Abraços.
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