Vive-se como espectador-participante do teatro da vida, com oportunidades de vivenciamento e evolução, em imersão como ator-participante ou contemplação como espectador, com variedade ampla de situações e oportunidades para construir a individualidade. O desafio é o de efetivar conformidade consciente e ativa com a ordem natural que rege o Mundo.
É o teatro de abrangência plena e realismo de situações que vão desde sofrimentos, passando por aberrações e abusos até, também, beleza, virtude e moralidade. O teatro com coreografia que abrange desde calamidades pessoais e coletivas de sofrimento, passando por taras e aberrações de atitudes, comportamentos e ações, assim como abusos de poder de agentes religiosos, econômicos, políticos e militares, mas até, também, expressões de beleza, amor, compaixão e situações de paz e harmonia, com fraternidade e solidariedade.
Em conformidade com a lógica de causa e efeito, para a Criatura tudo é sábio e justo no mundo da Entidade Criadora. E sendo assim, no teatro da vida a cada um é atribuído um papel merecido ou necessário no processo de evolução para futuras instâncias, quiçá para efetivação de condições de vida com saúde, bem-estar e autorrealização, em paz e contribuição para o bem comum. Nessa lógica, cada espectador-participante pode vivenciar, perceber e entender como lidar melhor com sua vida de criatura, diretamente com seu papel e indiretamente com os papéis que pode observar de outros atores.
Nessa inevitável imersão no palco da vida real, em que os recursos de comunicação e interação, propiciados pela tecnologia, amplificam e aumentam o nível de exposição a tudo que acontece Mundo afora, o melhor é cultivar atitude estóica de não querer interiorizar o que está fora de alcance e controle do próprio papel. O melhor é se colocar como espectador contemplativo e, como aprendiz sensível, simular mentalmente com amor as dores alheias, com compaixão as aberrações e abusos de psicopatas e déspotas corruptos e, finalmente, mas principalmente, com Fé de Criatura, perceber e entender que “se é assim que é, então é assim que tem que ser”.
Nesse palco da vida de realismo evolutório, há que se encantar e alegrar com os espetáculos de beleza, virtude e moralidade propiciados pelos papéis dos “mocinhos”, mas também com as oportunidades de evolução propiciadas pelos papéis dos “bandidos”. Com as limitações de percepção e entendimento da Criatura, fica difícil lidar com os bandidos, mas eles também têm razão de ser e papéis necessários no realismo evolutório, de modo a completar oportunidades de vivência e evolução para os demais espectadores-participantes.
Há que se tratar os bandidos com compaixão e atitude de aprendiz, ainda que com indignação e ação cidadã para combatê-los! No atual estado civilizatório e níveis predominantes de pouca evolução moral, os bandidos ainda colocam a sustentabilidade humana em risco. No entanto o desafio é combatê-los sem “o olho por olho, dente por dente”, com o amor de “não tratar o próximo como não gostaria de se tratado” e a compaixão de se saber que, pela imparcialidade da ordem natural, “o que acontece com Chico pode acontecer com Francisco”.
Parece esquisito e certamente em choque com culturas predominantes; mas “é assim que é, então é assim que deve ser”. Hora de ajustar percepções e entendimentos!!!
confesso que tem sido difícil pensar assim na atualidade.
É tanta barbárie que a alma se revolta.
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