Universo de Individualidades

Cada um constrói sua individualidade, que é única, e assim vive-se interagindo com um universo de individualidades.

A primeira marca de individualidade é construída com a genética que se herda, com criação em família e a sujeição ao ambiente educacional, cultural, socioeconômico e político em que se cresce.

Com essa primeira marca de individualidade, mais os sentidos do corpo material, o instinto de sobrevivência, as sensibilidades humanas e as possibilidades de pensar, perceber, entender e agir, cada um experimenta, julga, decide, vivência e constrói crenças com avaliação própria de como as coisas são e funcionam. A consequência  são atitudes, comportamentos e ações com a marca da individualidade.

E sendo assim, cada um é dono e responsável pela sua vida, cada um é “dono de seu nariz”. Livra-se da mesmice, ganha-se singularidade e pode-se viver a maravilha da diversidade.

E essa é a maravilha do livre-arbítrio: experimenta-se, julga-se, decide-se, age-se, sofre-se, vivencia-se e constrói-se individualidade.

No entanto, o livre-arbítrio é exercido com o que se sabe e se percebe de como lidar com a ordem natural; é exercido com o nível de percepção  e entendimento de cada um, ou seja com o nível de cretinice ignorante de cada um. Além disso soma-se o fato de que a humanidade é sistêmica e tudo e todos são interdependentes e que o livre-arbítrio é exercido no contexto e sujeito às condições da coletividade.

Portanto, além das limitações das condições genéticas e de criação, vive-se ao longo de uma existência em interdependência com as situações e acontecimentos de época; assim é que atualmente vive-se imerso e sujeito às condições de guerra, crime organizado, desigualdades sociais e consumo de drogas. Conclui-se, pois, que as circunstâncias e a duração de uma vida na atualidade põem limitação ao desenvolvimento pleno das individualidades, sendo razoável supor-se, ainda que por uma questão de fé, que haja possibilidades de continuidade desse processo de construção, em novas condições de existência.  Seria mais justo, para igualar oportunidades e se ter perspectivas de construção de individualidades com pleno controle de autorrealização!!!

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