Percepções e Entendimentos do Que Somos e Podemos

  • Somos entes criaturas, regidos por um código genético e por um cérebro que já vem com códigos básicos para reger nossa situação muscular, nervosa, sensorial, perceptiva e de pensamento. Somos criaturas com a marca da individualidade única, que começa  com a genética que se herda, com a criação em família e a sujeição ao ambiente educacional, cultural, socioeconômico e político em que se cresce. Com essa primeira marca de individualidade, mais os sentidos do corpo material, o instinto de sobrevivência, as sensibilidades humanas e as possibilidades de pensar, perceber, entender e agir, cada um experimenta, julga, decide, vivência e constrói crenças com avaliação própria de como as coisas são e funcionam. A consequência  são atitudes, comportamentos e ações com a marca da individualidade[1].Cada um é dono e responsável pela sua vida. Com a  liberdade pessoal do livre-arbítrio experimenta-se, julga-se, decide-se, age-se, sofre-se, vivencia-se e constrói-se individualidade. O livre-arbítrio é exercido com o que se sabe e se percebe; é exercido no contexto e sujeito às condições da coletividade, já que a humanidade é sistêmica e tudo e todos são interdependentes.
  • Com a nossa capacidade de observar, pensar e aprender constata-se que tudo tem causa; que efeitos não explicam e não desvendam as suas causas e as causas de suas causas; que efeito nenhum pode ser causa de si mesmo; que efeitos, resultados inteligentes têm que ter causas inteligentes; que a probabilidade de ocorrência de um sistema complexo inteligente é zero na ausência de um projeto global e integrado do sistema. Portanto, há que haver uma causa primeira, uma Causa Causadora, uma Causa Causadora da existência integrada dos efeitos, resultados que constituem o Universo, incluindo as entidades seres humanos. E sendo assim, aos entes criaturas  inteligentes do Universo só resta aprender a viver em conformidade com a ordem estabelecida para as coisas e seres por esta Entidade Criadora Causadora, Deus.[2]
  • Como criaturas, portanto efeito, resultado, não podemos mudar a ordem de funcionamento do “mundo” em que existimos; o melhor que podemos fazer é buscar entender e perceber sua ordem de funcionamento e usar nosso livre-arbítrio para com ela lidar com harmonia, com conformidade, com integração, de modo a bem cuidar de nosso existir. Enfim, ter o objetivo de vida de aprendiz da vida, de não se saciar nunca na busca de percepções e entendimentos, em direção a uma evolução para atitudes e comportamentos que efetivem o poder do saber viver com saúde, bem-estar, ânimo e alegria sustentável.[3]
  • “O ser humano é regido por código genético, que pode ser entendido como programação algorítmica inteligente. Ele, ser humano, existe sob o controle e comando do cérebro,  um ente computacional, que processa algoritmos lógico-matemáticos através de redes de neurônios. Enfim o ser humano é regido por códigos inteligentes. É razoável supor que códigos inteligentes são a alma da individualidade humana. Esses códigos têm a natureza de software e são evoluídos com as possibilidades de pensar, perceber, entender e agir, com que cada um experimenta, julga, decide, vivência e constrói entendimentos com avaliação própria de como as coisas são e funcionam.  Quando processados efetivam o livre-arbítrio. E assim permitem evoluir a individualidade, evoluindo algoritmos lógico-matemáticos da individualidade, processados pelas redes neurais do cérebro. Em decorrência, há uma conclusão que pode ser tirada. Se códigos inteligentes são a alma da individualidade humana; se códigos inteligentes são  expressos por algoritmos; e se algoritmos são realizados por programação lógico-matemática, que não tem materialidade para ocupar espaço ou energia; se  como entes abstratos eles são eternos, então a alma da individualidade humana pode ser eterna.”[4] É impossível evoluir completamente essa alma ou espírito em uma única existência de vida; há que haver oportunidades para correções e continuidade de evolução em novas existências, com novas instâncias de vida, enfim em reencarnações sucessivas.
  • Somos seres por instinto levados compulsivamente a cuidar de sobrevivência, segurança e bem-estar. Seres que podem e devem usar sua capacidade de perceber e aprender para cuidar de interesses verdadeiros de bem sobreviver.  Seria esse então o objetivo meio de vida;  objetivo que, já que não somos seres autossuficientes,  depende de esquemas coletivos de cooperação, para efetivar condições de moradia, alimentação, locomoção, comunicação, saúde e entretenimento.
  • Nada na Terra é autossuficiente para sobreviver solitariamente; cada pedaço, cada parte depende de outras, como um organismo sistêmico. Assim para a criatura humana só há condições de sobrevivência com saúde e bem-estar se houver sistemicamente atitudes e comportamentos de fé, compaixão e amor. Fé para acreditar que no Mundo há possibilidade de vida com bem-estar para cada um e todos, de modo a procurar entender e perceber como conseguir, ao invés de cair em revolta e egoísmo; compaixão por perceber e entender que a ordem de funcionamento do Mundo é imparcial e o que acontece com alguém pode acontecer com qualquer um; e amor, pois a vida se dá necessariamente em condições coletivas, com interatividade pautada pela moral e ética, com indivíduos cuidando uns dos outros como gostariam de ser cuidados de si mesmos.
  • O mundo material por si só não permite ao ser humano decifrar o que transcende. No entanto, o instrumento da mediunidade indica que a natureza essencial do ser humano é o espírito, que transita entre o mundo material e o transcendental; que a vida material aqui na Terra, nas reencarnações sucessivas, é para aprendizado de fé, compaixão e amor para preparação para uma vida espiritual em que se saiba viver naturalmente com fraternidade, solidariedade e ética.[5]

[1] Universo de Individualidades – Atair Rios Neto

[2] O Ateísmo é Racional, Tem Base Científica? – Atair Rios Neto

[3] Conformidade Consciente e Ativa – Atair Rios Neto

[4] Alma do Ser Humano – Atair Rios Neto [5] Espiritualidade e  Fé – Atair Rios Neto

[5] Espiritualidade e  Fé – Atair Rios Neto

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